Sereias

sereias A linha das sereias não surgiu logo no início da Umbanda; ela se apresentou conforme o tempo e o desenvolvimento da religião.

As sereias que se manifestam na Umbanda não têm ligação com os mitos e lendas contados e ensinados durante tantos anos no folclore ou na mitologia. São consideradas seres femininos que nunca encarnaram e que vivem no Plano Encantado da Criação, em suas dimensões aquáticas regidas pelas Mães Orixás, tendo como principal irradiação e regência a Orixá Iemanjá, mas também por Oxum e Nanã.

Sua atuação é a total limpeza de energias negativas, miasmas, pensamentos-formas, magias negativas, entre outros, tanto na assistência como nos médiuns e no ambiente. Esses seres não falam, apenas emitem um som, um canto que, na verdade, é um mantra aquático. Junto a seus movimentos, trazem toda a energia aquática geradora para dentro do terreiro, limpando tudo que for contra a geração da vida, dos princípios de Deus, da Lei Maior e da Justiça Divina.

Para evocar a linha das sereias no terreiro podem ser cantados tanto os pontos próprios da linha, como os de Iemanjá. Suas cores são o azul claro e o rosa e sua oferenda ou firmeza podem seguir o mesmo formato das de Mãe Iemanjá.