Guias

A quantidade de espíritos que afluem para a Umbanda é tão grande que foi preciso criar linhas ou correntes espirituais para acomodar tantos espíritos ávidos por manifestarem-se através da incorporação mediúnica. Essas linhas cresceram tanto que formaram hierarquias, todas pontificadas por espíritos mentores de Umbanda. Elas têm nomes simbólicos, sempre associados aos elementos da natureza, aos vegetais, aos animais, às cores etc.

São portadores de graus e manifestadores espirituais dos dons e mistérios naturais dos sagrados orixás. São incansáveis, tenazes, determinados e jamais desanimam ou fraquejam nas suas fainas evolucionistas. Manifestam poderes que escapam aos espíritos ainda em evolução e não medem esforços para auxiliá-los, onde quer que estejam.

Trabalham como agentes da Lei Maior e da Justiça Divina e atuam como transmutadores carmáticos, como refreadores das investidas de espíritos trevosos, como anuladores de  magias negativas e como atratores naturais de espíritos menos evoluídos ou ainda  inconscientes da grandeza da obra divina existente dentro deste nosso planeta, e que não  se limita só à dimensão espiritual. Seus campos de ação e atuação são vastíssimos e  estendem-se até os limites dos domínios dos seus regentes naturais, os orixás.

São espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar os encarnados e desencarnados em sua evolução rumo ao divino. Cada um entra com o seu saber, poder e magia, mas todos seguem as mesmas ordens de trabalho. Os guias são diferentes em cada terreiro, em cada médium e em cada religião. Cada guia  traz em si uma personalidade própria, o seu próprio jeito de trabalhar, mas a essência de cada linha permanece a mesma.